Por vezes penso em como nossa sociedade tornou-se doente. Estamos presos dentro de uma cápsula insana de vícios e desejos impostos por um mundo que deixou de ser natural. Nossa felicidade está deturpada no sentimento do ter em excesso e na banalização de sentimentos que deveriam ser nobres, como o amor. Penso em quanto o ser humano acredita estar feliz com suas conquistas: carros, roupas, sapatos, casas, sítios, mobílias, faculdades, família, igreja, celulares, internet e computadores. Muitos possuem todas essas coisas e mesmo assim se queixam de algo, falta algo.
Estamos aos poucos, através da juventude, perdendo o respeito ao próximo e a responsabilidade social que cada ser humano possui, sendo vítimas diárias da linha de pensamento alienante que diz que o importante pode esperar, que a vida é apenas sexo e tantas outras coisas que nos afastam da verdade, verdade não do ponto de vista teológico, de saber de onde viemos ou para onde vamos, mas do ato de pensar, que estamos perdendo pouco a pouco, de entender e compreender o mundo. Acredito no pontencial natural do ser humano, que de certa forma é ele que nos diz no sub-consciente de que existe algo mais além de tudo isso. Criamos nossas prisões de concreto e afetivas e esquecemos que o natural é mutável e contínuo. Quantas vezes você não teve o sentimento de que está preso? Essa sensação é a sensação do primitivo, da real liberdade, da descoberta e aprendizado. O homem é um ser dinâmico e o conceito de tempo nos privou dessa real liberdade. Não possuimos mais tempo ocioso e como fuga procuramos alguma forma de entretenimento que possa suprir essa deficiência. Aos poucos estamos destruindo nosso habitat, destruindo a nossa espécie e as demais.
O homem é o unico animal que mata para sentir prazer, seja o do paladar ou do espírito. Nos colocamos acima de toda e qualquer forma de vida e nos dizemos superiores. Antes, acreditava muito em uma mudança política para a inversão do estado de pobreza e degradação que muitas pessoas vivem, mas o poder que o capital oferece ainda é maior do que a vontade de mudança, seria necessário um processo de insatisfação popular intenso para que essa inversão ocorresse, sendo que, a maior luta a ser travada, não é a política, mas sim, a ideológica, pois enquanto houver o conformismo por estar em um patamar social privilegiado e ter a conciência de pequeno burguês, pouco será mudado, teremos apenas o assistêncialismo.
Outra vertente moderna é a empresa verde, preocupada com o meio ambiente, que tanto falam nas universidades, que na prática, continuam a prejudicar o meio ambiente e burlar as leis que o protegem. Sinto uma tremenda angústia em meio a todo o cenário moderno e temo por um colapso onde a nossa sociedade se destrua por completo. Essas são algumas pertubações que vagam pela minha pequena mente que necessita de mais conhecimento.
1 comentários:
Eu amei este texto! Eu sofro com tais perturbações também... A sociedade vem se encaminhando a um "beco sem saída" mesmo. É revoltante isso, e dói. Blog muito bom, ein guri! Bjo bjo sumido!
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